O Sᴇɴʜᴏʀ reina; tremam os povos.
Salmo 99:1
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE EZEQUIEL (Leia Ezequiel 20:45–49; 21:18–32)
“Não é ele proferidor de parábolas?”, eles diziam de Ezequiel, com certo desprezo (v. 49). A linguagem dele parece difícil para o povo simplesmente porque não queriam entender. Desta forma, os incrédulos deliberadamente escolhem passagens difíceis na Palavra e fazem uso delas como um pretexto para evitar se submeter.
Neste capítulo terrível, a espada, o primeiro dos quatro julgamentos desastrosos (14:21), é tirada da bainha para a punição. Para empunhá-la, o Sᴇɴʜᴏʀ vai usar o rei de Babilônia, a quem vemos na encruzilhada dos caminhos, ocupado consultando seus deuses (v. 21).
Será que ele vai começar atacando Jerusalém ou Rabá dos amonitas? Aos olhos dos homens de Judá esta adivinhação é falsa e sem valor (v. 23). E certamente era! Mas o Sᴇɴʜᴏʀ, muito acima dessas questões, determinou a ruína de Jerusalém (v. 27) e o fim da linhagem real. A coroa deve ser tirada da cabeça do “profano e perverso” príncipe de Israel (“profano” é aquele que pisa aos pés as bênçãos que Deus concedeu: veja 22:26 e Hb 12:16 — o exemplo de Esaú).
A partir deste momento até a vinda de Cristo não haverá mais nenhum descendente de Davi no trono!
